sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Hoje é Dia de Maria {Julia} DE NOVO!: definitivamente, a semana dela!


Boa noite, gentem!

Comecei a escrever um post sobre aniversário, mas tive que interromper para contar dela, DE NOVO! Definitivamente essa é semana top da Maria Julia.

Conversando há pouco com a profª da fofinha, a querida Tati, recebi a notícia de que hoje durante o lanche, um coleguinha vomitou sobre a mesa. Ao lado dele quem estava? Ela, a "Majula", a espontânea! 

Contou a profª, que Maria Julia imediatamente virou para o lado e disse bem alto: "Ecaaaaa, que nojo!!!" kkkkkkkkkkkkk

Eu acredito, porque em casa ela sempre fala "eca" para uma sujeirinha, um lixinho, mas vômito foi a primeira vez até onde eu sei. Acredito até que é a primeira vez que ela vê alguém vomitar. 

Conclusão: nojo a vômito é algo inato. Eu não ensinei isso em casa. Ponto.



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Hoje é Dia de Maria {Julia}: ela e as palavras




Da série Maria Julia e as palavras:

1. Fala "bidadu"(obrigada) sempre que lhe damos algo;

2. Faz arte e diz: "ah, nãooooooooo" (com expressão facial de uma pobre inocente e olhando de rabinho de olho - pouco dramática?);

3. Ouviu eu dizendo ao pai "Veja se ela tem cocô" e respondeu: "não tem cocô" (Maior frase até o momento. Ah, e não tinha cocô mesmo!)

Mas a melhor descoberta dos últimos 15 dias foi:

Ela não "canta" mais parabéns para ninguém e nem bate palminhas durante a cantoria. Simplesmente faz cara de emocionada, meio envergonhada, como se o parabéns fosse para ela! E no final assopra uma vela imaginária e tudo! (sem ninguém dizer nada). Daí grita: "Viva!!! É pique!!!"


Só me resta dizer: "é mole??????????"


Ainnnnnn, vontade de amassar! Amooooooooooooooooooooooooooooooooooo :D


domingo, 15 de setembro de 2013

Hoje é dia de Maria {Julia}: a incrível arte de decifrar o indecifrável.



No auge de seus 1 ano, 8 meses e 24 dias, Maria Julia está mais tagarela do que nunca (óbvio). Passar o dia com "Majula" implica em estar com uma escuta disponível para um converserê sem fim, repleto de palavrinhas novas e tentativas de repetição do que falamos. É lindo, muito lindo! E também muito engraçado, porque nos aproveitamos para fazê-la repetir as palavras mais estranhas e difíceis, e então rimos muitoooooo! (pais maus) 

Entretanto, boa parte do discurso espontâneo é composto por um enrolation bebeístico, que te faz implorar por um baby dicionário ou um tradutor simultâneo.




A palavra indecifrável da semana foi "nopopodila" (que depois virou "nopodila"). Pensamos em algo como "não pode...(alguma coisa)". Mas, não chegamos a conclusão alguma. Verbalizava diversas vezes e ria muito. Quando o papai repetia então, ela se acabava em gargalhadas. Será que inverteu o jogo e estava 'tirando uma da nossa cara'? (filha má)

Será? Será? 



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Empatia materna: por onde você anda?


Relaxa o ombro, se estica na cadeira, o post é longo...

Eu carrego algumas "crenças" (leia-se: saúde baseada em evidências científicas) maternísticas-bebísticas  que costumo defender com muita ênfase, como parto humanizado, parto normal em detrimento de cesárea eletiva, amamentação, alimentação saudável na infância (e ainda tenho esperança de adequar a minha, rs), bofete nos 'nana-nenê' da vida, enfim, costumo gastar grande parte do latim (que não falo) para justificar, explicar, desenhar, enfim, seja o que for, para que minha mensagem chegue até o alvo. Mas sempre me preocupei em fazê-lo de forma com que não ofendesse ou mesmo minimizasse a opinião de outrem. O que nem sempre dá certo, confesso. A carapuça às vezes serve em alguém, assim como me serve muitas vezes em tantas outras situações desse mundão de meu Deus. 

Tenhamos como exemplo, minha defesa pelo parto normal: não concordo com um nascimento agendado, com uma cesárea que é realizada fora do contexto do trabalho de parto ou que não tenha real indicação para ser realizada (especialmente esse status). Entretanto, não julgo quem faz essa escolha. Prefiro acreditar que a mulher que ainda pensa dessa forma não possui informação suficiente, desconhece as evidências científicas e faz uma opção (ou acredita que está optando) porque foi engolida pelo sistema. Ou, simplesmente não tem interesse em saber nada sobre. Ponto. Ponto final. Cada um cuida do seu terreiro. 

Participo de muito grupos/comunidades de rede social sobre alimentação consciente, parto humanizado, aleitamento materno, práticas pedagógicas, psicologia infantil, maternagem (grupos que se multiplicam e agregam novos membros numa velocidade avassaladora), enfim, áreas que me interessam, sempre buscando aprender um pouco mais, mas cada vez contribuindo menos, tendo em vista as diversas situações que tenho presenciado e que também já vivenciei no passado. A verdade é que a mensagem escrita nunca expressa os nossos verdadeiros sentimentos, a entonação de nossa voz, as ênfases que só a o discurso oral é capaz de contemplar. Assim, a real mensagem muitas vezes se perde ou é distorcida. Administrar isso é muito exaustivo. Gosto do olho no olho, de gesticular com as mãos, de fazer caras e bocas. (então por que diabos fui ter um blog? hahaha). Contudo, independentemente se é verbal oral ou verbal escrita, a palavra é poderosa!

Onde estou querendo chegar? Tenho me incomodado com a postura de algumas mães/mulheres nesses espaços coletivos virtuais que 'frequento'. Particularmente, entendo que esses espaços são valiosos, uma vez que são constituídos como mecanismos de ajuda ou auto-ajuda, como forma de compartilhar experiências, promover identificações, disseminar informações, enfim discussões capazes de auxiliar tentantes, gestantes, simpatizantes, mamães, vovós, papais, enfim, ajudar pessoas a lidarem melhor com as dificuldades e incertezas do dia-a-dia, especialmente no que concerne a chegada de uma nova vida ao mundo e a forma de conduzir seu crescimento de maneira saudável e feliz. Na minha humilde concepção, gestação, parto e criação de filhos, fazem parte de um campo muito delicado, onde todo amparo e acolhimento é bem vindo.

Mas o que eu tenho visto com frequências são espaços que, ao invés de promoverem o acolhimento (especialmente de mulheres/mães), se tornam espaços de apedrejamento, de julgamento, e assim, terminam de minar o pouco de auto-confiança que essas pessoas possuem em suas próprias capacidades. Confesso que ver mães postando suas perguntas e implorando para não ser maltratadas pela qualidade de suas dúvidas tem me chocado. E por favor, que os moderadores desses grupos não me entendam mal, muitos deles se esforçam para administrar a 'casa', muitos acolhem as dúvidas dos membros e se esforçam para administrar os conflitos. 

O que vejo muitas vezes é um grande carnaval, onde algumas mães desfilam seus sucessos e pisoteiam o suposto fracasso de outras mães. E isso envolve a mãe que é 'menas' porque fez cesárea, a mãe que é 'menas' porque não quis ou não conseguiu amamentar seu bebê, a mãe que é 'menas' porque não sabe se pode dar suco de caixinha para o bebê, enfim, um festival de julgamentos sem ao menos conhecer a história de cada um. Penso no impacto que isso pode ter sobre essas mães, que buscam o apoio das demais nas redes sociais. Na verdade, embora viciadjenha no Face, sempre questionei seu potencial gerador de angústia, visto que, na rede social o pasto do vizinho é sempre mais verde. Dificilmente você lê alguém expressando: "putz, acabei de perder o emprego", "tudo dá errado na minha vida", "meu parto não foi tão perfeito quanto a foto/vídeo editado mostra", "tenho dificuldade em amamentar", entre outros. Em contrapartida, nos esbaldamos em fotos de viagens, festas, partos perfeitos, gente bonita (maquiada e super produzida), mamães amamentando com a pega perfeita. É a revista CARAS dos "simples mortais"! Poucos são os que vão para as redes anunciar suas derrotas, promover reflexões, e quando o fazem, muitas vezes são oprimidos. Tendemos a esconder a sujeira embaixo do tapete, fato! (isso não é uma crítica à rede social, mas que apliquemos o crivo do real, não o do ideal)

Acredito que muita riqueza pode ser gerada a partir desses grupos virtuais. São espaços onde pessoas se encorajam para tirar suas dúvidas e minimizar um pouco sua ansiedade. Contudo é absurdamente frequente, após uma pergunta supostamente "estapafúrdia", seguir-se uma sucessão de respostas/comentários carregados de julgamentos (dentre alguns válidos, realmente acolhedores e esclarecedores), chacotas, quando não, algumas pessoas/mães fazem questão de pisotear o suposto fracasso alheio, exibindo seu suposto sucesso: "Noooossa, o meu fulaninho tem a idade do seu e já pesa X+X quilos, o seu só pesa X?" (resposta a uma mãe que pede ajuda por ter um filho abaixo do peso). Pasmem, ainda reforçam o sofrimento do outro! (Troféu mãe do ano aos montes) Respostas carregadas de soberba, embebidas em onipotência. Onde está a empatia materna? A sensibilidade humana? Quando pisotear foi mais importante do que estender a mão? Quando julgar o comportamento do outro foi mais importante do que oferecer informação? Recordemos Laura Gutman, quando menciona a experiência materna e um território (simbólico) onde circula uma afinidade essencial comum a toda mãe. (e oremos!). 

Isso tem me feito pensar muito, não quero ser como essas mães. Quando defendo uma causa, não significa que eu minimizo ou desvalorizo a causa do outro. Não quero ser a que (supostamente) está sempre certa. Eu erro, e muito. O que me tranquiliza é que erro tentando acertar, que eu erro com a expectativa de saber identificar meus erros e que eles me tragam algum aprendizado, e mais, que eles possam ser os pilares que sustentam os meus acertos. Que em nossa jornada compartilhada saibamos filtrar o que é útil e de fato possa nos ajudar.

Tempo de reflexões, virá amadurecimento? Espero que sim. 


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O 4º mesversário!


E assim, no finzinho do dia 09 de setembro de 2013, depois de uma semana sem post novo (sorry), passo por aqui para lembrá-los de que hoje comemoramos nosso 4º mês de vida!




Nos últimos 30 dias foram 13 novos posts (prometi aumentar a produção e cumpri! eeeeeeebaaa). Mas na última semana a coisa engatou marcha lenta... será que tenho algum bloqueio relacionado à semana em que fechamos o mês? Isso tem sido bem recorrente! Afffeeeeeeeee! Confesso que uma leve preguicinha se apoderou de meu ser, somado a isso o vuco-vuco do dia-a-dia, daí já viu, bloguitcho 'megabandonado'. :(

Ah, mas tenho uma novidade sendo organizada. Em breve, teremos.... tchanannnnnnnn!!! (supresinha à vista!)

bjuuuuuuuu


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Renascimento do Parto (o filme)... e da esperança!




Então eu fui assistir "O Renascimento do Parto - O Filme" ontem e ainda não consegui postar nada aqui a respeito. Eu ainda estou, sei lá, em transe, em estado de contemplação, em... não sei (algo muitooo bom)  

Antes de o filme começar disse para o marido que foi junto: "quero que você assista para saber o que se passa no meu coração, para que finalmente entenda porque eu chorei tanto o parto que eu não tive".  Fomos. E a cada minuto de filme sentia que alguém no mundo me entendia, ou melhor, alguns muitos! Muitos profissionais incríveis que souberam destrinchar tudo, tudo o que eu acredito e sempre acreditei em 90 minutos de filme. Muitos casos como o meu, muitos depoimentos emocionantes. Tudo o que eu sempre soube e não conseguia nomear... foi lindo, foi especial.

E eu digo com o coração transbordando: assista! Não importa se você não quer ter filhos, se você é homem, se prefere cesárea, se acha que parto é coisa de bicho, que já teve todos os filhos que gostaria, enfim, simplesmente se dê esse presente e assista! Não perca a oportunidade de sentir a importância e a magnitude do nascimento. 

O filme não é uma disputa cesárea X parto normal. É muito, muito maior do que isso! É gigantesco, é amor, é futuro, é humanidade, é empoderamento! É informação, nossa única arma! Você, mulher, precisa conhecer a nossa realidade obstétrica, precisa estar ciente de todo tipo de violência a que está sujeita desde o início de um pré-natal até o momento do nascimento, seja via parto normal ou cesárea. E também todos os mitos que podem frustar o seu sonho. Da mesma forma, precisa entender melhor o contexto do nascimento e também as possibilidades de violência a que seu bebê está sujeito.

Você, pai, precisa estar junto, precisa apoiar sua mulher, precisa amparar a mãe do seu fillho e defender a sua escolha. Juntos são mais fortes do que o sistema.Vocês, pais, precisam se informar para então decidir e lutar para fazer valer o seu desejo, e então viver um momento lindo e transformador em toda a sua plenitude. 

Já fiz essa pergunta no blog e repito: que tipo de nascimento quer proporcionar a seu filho? Como deseja que ele chegue ao mundo? Se não tem a resposta: ASSISTA! E prepare-se para se emocionar, sentir raiva, frustração, revolta, compaixão, ternura, esperança. Prepare-se para compreender a essência da expressão "humanização do parto".

E no final marido emocionado olhou nos meus olhos e disse: “agora eu entendo e no futuro vai ser diferente”. (sem contar os inúmeros carinhos que dedicou à fofinha que dormia no meu colo durante o filme). Senti esperança, por mim, por todas nós...mulheres!

Ah, e se você é profssional de saúde tem o dever de assistir e refletir sobre sua prática.

Em Maringá/PR, o filme fica em cartaz no Cineflix Maringá Park até quinta-feira 05/09 (16h – 20h) e no Circuito Cinemas - Shopping Cidade/BIG (22h). Eu não ganho nada divulgando. Você certamente ganhará muito assistindo. 
Para saber mais acesse: http://www.orenascimentodoparto.com.br/ 





sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MÃEtessoriando: o quarto da Maju e o método Montessori.


De tempos em tempos, menciono em algum post meu encantamento pela Pedagogia Montessoriana e o meu desejo de que tivéssemos uma escola Montessoriana por aqui. E faz tempo que prometo um texto a respeito. Antes de mais nada quero ressaltar que sou psicóloga, não pedagoga. Também não estudei ou estudo profundamente sua teoria. Faço algumas leituras eventualmente, numa frequência muito menor do que gostaria. Freud escreveu a Maria Montessori manifestando apreço por seu trabalho (mais um ponto para ela!). Então, timidamente, vou adentrando nesse universo maravilhoso...

Hoje quero contar sobre as transformações que realizamos no quarto da Maria Julia há 6 meses. Essencialmente, o preparo do ambiente montessoriano, implica em adotarmos o ponto de vista da criança/bebê, para então construirmos um espaço que atenda às suas necessidades e permita a exploração dos sentidos em liberdade. Assim, aos poucos, vamos realizando as modificações necessárias nos ambientes de casa.

O lar montessoriano é uma fonte inesgotável de estímulos que podem ser utilizados para refinar os sentidos (simplesmente com os recursos da própria casa!). Mas, a verdade é que quando pensamos o quarto de nossos filhos, acabamos por construir um mundo de gigantes, que facilita a nossa vida e não a deles. Assim, numa perspectiva montessoriana, a mobília deve ser compatível com o tamanho da criança e os materiais dispostos de forma que possam ser utilizados por ela. 

Comecei relativamente tarde. Quando conheci a o método (durante a gestação, pequisando quartos de bebê na net), já havíamos idealizado um quarto tradicional de bebê e quando me encorajei para a mudança, ela já tinha 1 ano e 2 meses. Então, tínhamos um espaço pequeno, tomado por uma cômoda, armário para roupas e berço, ou seja, o oposto da proposta, que prima por um ambiente minimalista, com pouca mobília (mas de qualidade) e espaço para se mover e brincar livremente. Assim, fizemos as adaptações possíveis e o tornamos um quarto de inspiração montessoriana, que também vem se transformando à medida que ela cresce e seus interesses e necessidades estão se modificando. Esse é o quarto da Maria Julia hoje, com 1 ano e 8 meses.


A cama

As placas de EVA ajudavam a prevenir possíveis quedas (que nunca ocorreram) quando menorzinha. Durante a noite, utilizávamos almofadas em torno da cama.  Hoje, ajudam a limitar o espaço da brincadeira e a isolar o piso frio.


Uma das principais características de um quarto montessoriano é ausência de berço. A criança/bebê precisa ter liberdade para subir ou descer de sua cama quando desejar, ter livre acesso ao quarto, assim muitas famílias adotam o colchão no chão (sobre estrado ou placas de EVA para isolar do contato com o piso frio). Aqui decidimos cortar as pernas do berço, o que não me arrependo nem um pouquinho. Essa novidade simplesmente aboliu o choro noturno de nossas vidas, já que, quando acordava na madrugada, chorava para ser "resgatada", e após a mudança, acorda e vai direto ao nosso encontro. Admito que é muito difícil nos desprendermos da visão de que o bebê necessita de um berço, mas esse é totalmente dispensável se formos capazes de proporcionar um ambiente seguro para o bebê explorar. 


Os brinquedos

Brinquedos educativos na parte de cima, material de jardinagem e 'instrumentos musicais"(precisamos aprimorar esse item). As duas bonequinhas preferidas, que estavam passeando no momento da foto, são os únicos itens que não passam pelo rodízio. Sempre que possível, priorizamos os brinquedos de madeira.


Os brinquedos devem estar acessíveis ao dono! Esses nichos estavam inutilizados em casa e aproveitamos para criar uma estante de brinquedos na altura dela. Antes, os brinquedos ficavam depositados em uma piscina inflável no canto da sala ou em uma caixa dentro do armário, sendo que ela simplesmente passava dias sem brincar com nada, sua atenção se voltava apenas aos objetos da casa. Após a organização dos brinquedos, estes se tonaram-se mais interessantes, especialmente porque fazemos rodízio a cada 15 dias. Dentro da proposta montessoriana, devem ser poucos brinquedos e separados por classificação.


Cantinho para leitura, música e mesa de atividades

Painel de atividades (busy board) pode ser feito em casa: estímulo a coordenação motora, concentração, desenvolve os sentidos e trabalha atividades da vida prática.

Esse armarinho foi adquirido um tempo depois da adaptação. Acabou ocupando mais espaço em um quarto que já é pequeno, mas melhorou a organização de brinquedos que ela gosta.


Outro elemento importante é a mesa de atividades (preferencialmente de madeira), que propicia senso de organização, concentração na atividade e coordenação motora. Ao fundo, um painel de metal onde brincamos com diferentes estímulos visuais e táteis: letras, números, cards com animais, etc. Na pequena estante, os livrinhos para leitura (fundamentais) e mais alguns brinquedinhos menores separados por categoria: blocos de montar, bolas, utensílios domésticos e animais. Os livros são essenciais, mesmo que ainda não seja capaz de ler. O simples manuseio já é estímulo suficiente. Abrir, fechar, virar as páginas, ver a figuras, sentir as texturas (e até rasgar uma paginazinha de vez em quando)...Maju adora seus livros!






Cantinho para a música sempre disponível. Também providenciamos ganchos na altura da Maju para pendurar casaco e bolsa de passeio. (Aproveitamos a lateral da cômoda, já que não tínhamos como nos desfazer dela). A ideia é manter os objetos de seu interesse e uso sempre ao alcance dos olhos e das mãos. 
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Vestir, auto-cuidado e auto-estima


Camisetinhas e vestido. 


No cestinho shorts, calcinha e meia. 


Novamente potencializamos a utilização da cômoda. Buscando incentivar sua autonomia, auto-cuidado e prepará-la para ações do cotidiano, utilizamos a porta para criar um espaço onde algumas pecinhas de roupa e sapatos ficam disponíveis, de forma que ela possa manusear e treinar a habilidade para se vestir sozinha no futuro (coordenação motora ampla e fina). Ela simplesmente adora esse espaço. Entra e sai, tenta calçar os sapatos, uma festa! Esses itens também passam por rodízio de tempos em tempos.



O espelho é um importante estímulo visual, favorece à criança conhecer o seu corpo, seus movimentos, bem como a diferenciação com a mãe e os demais. Para os bebês o rosto humano é sempre muito bem-vindo.





Como a Maria Julia já andava quando fizemos as adaptações, não chegamos a utilizar barra na parede e nem o espelho na horizontal. Novamente por falta de espaço, afixamos o espelho na porta do armário e penduramos uma amiguinha centopeia que "segura" seus acessórios e pentinho, para que ela possa se pentear, cuidar de si, de sua auto-etima. No cantinho ficam suas "ferramentas", vassoura estimular a organização e limpeza (que ainda sobram para a mamãe e papai, com pequenas iniciativas de organização por parte dela)


Outros estímulos





As fotos também são bem vindas no ambiente montessoriano. Aqui, o objetivo era que favorecer o contato com os familiares e a se perceber enquanto sujeito. Detalhe: árvore genealógica feita pela mamãe! As maçãs possuem aplique em velcro para que ela possa tirar e colocar os parentes onde desejar (rá!). Quadros, mural de fotos, adesivos, enfim tudo é válido se disposto na altura dos olhos da criança, para que ela, principal interessada, possa apreciar. Para os bebês a existência de móbiles montessorianos (formas geométricas coloridas) é fundamental. O cesto dos tesouros é outro recurso interessante para estimular os sentidos, assim como a caixa sensorial (temas para outros posts). 

Cesto dos tesouros: utensílios da casa.
    
Caixa sensorial: gelatina e brinquedos




Bom, impossível retratar toda a riqueza do universo montessoriano em um único post. Tentando ser bem sintética saiu um post desse tamanhão! Esse é o primeiro de muitos, espero. Ainda temos outras adaptações para mostrar e também atividades sensoriais e de vida prática (nossas áreas do conhecimento preferidas até então - Áreas do conhecimento: sensorial, vida prática, matemática, linguagem, ciências e cultura).

Importante ressaltar que cada criança tem o seu tempo e a nossa intenção é favorecer seu desenvolvimento, e não forçá-la a adquirir habilidades para as quais não está pronta. O quarto foi sofrendo algumas alterações conforme foi crescendo, objetivando sempre estimular os sentidos, para que ela possa refiná-los conforme sua maturação aconteça. Não temos pressa, isso não é uma competição. Isso é amor, é proporcionar um lar onde as coisas também foram pensadas sob a perspectiva dela. Por muito tempo me incomodei com o fato de que seu quarto era um local onde entrava apenas para trocar as fraldas e dormir. Hoje é realmente um espaço de brincar!



Para quem se interessou pelo tema, recomendo os blogs:

Lar Montessori: http://larmontessori.com/

E também o grupo "Montessori para Mamães" no Facebook, que é incrível, com muita, muita, muita informação sobre o método e ainda troca de experiências entre famílias adeptas. No grupo você encontra muitas fotos para se inspirar, e como o assunto é o quarto da criança, muita informação e imagens de quartos para bebês menores.

Até a próxima! :D