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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Empatia materna: por onde você anda?


Relaxa o ombro, se estica na cadeira, o post é longo...

Eu carrego algumas "crenças" (leia-se: saúde baseada em evidências científicas) maternísticas-bebísticas  que costumo defender com muita ênfase, como parto humanizado, parto normal em detrimento de cesárea eletiva, amamentação, alimentação saudável na infância (e ainda tenho esperança de adequar a minha, rs), bofete nos 'nana-nenê' da vida, enfim, costumo gastar grande parte do latim (que não falo) para justificar, explicar, desenhar, enfim, seja o que for, para que minha mensagem chegue até o alvo. Mas sempre me preocupei em fazê-lo de forma com que não ofendesse ou mesmo minimizasse a opinião de outrem. O que nem sempre dá certo, confesso. A carapuça às vezes serve em alguém, assim como me serve muitas vezes em tantas outras situações desse mundão de meu Deus. 

Tenhamos como exemplo, minha defesa pelo parto normal: não concordo com um nascimento agendado, com uma cesárea que é realizada fora do contexto do trabalho de parto ou que não tenha real indicação para ser realizada (especialmente esse status). Entretanto, não julgo quem faz essa escolha. Prefiro acreditar que a mulher que ainda pensa dessa forma não possui informação suficiente, desconhece as evidências científicas e faz uma opção (ou acredita que está optando) porque foi engolida pelo sistema. Ou, simplesmente não tem interesse em saber nada sobre. Ponto. Ponto final. Cada um cuida do seu terreiro. 

Participo de muito grupos/comunidades de rede social sobre alimentação consciente, parto humanizado, aleitamento materno, práticas pedagógicas, psicologia infantil, maternagem (grupos que se multiplicam e agregam novos membros numa velocidade avassaladora), enfim, áreas que me interessam, sempre buscando aprender um pouco mais, mas cada vez contribuindo menos, tendo em vista as diversas situações que tenho presenciado e que também já vivenciei no passado. A verdade é que a mensagem escrita nunca expressa os nossos verdadeiros sentimentos, a entonação de nossa voz, as ênfases que só a o discurso oral é capaz de contemplar. Assim, a real mensagem muitas vezes se perde ou é distorcida. Administrar isso é muito exaustivo. Gosto do olho no olho, de gesticular com as mãos, de fazer caras e bocas. (então por que diabos fui ter um blog? hahaha). Contudo, independentemente se é verbal oral ou verbal escrita, a palavra é poderosa!

Onde estou querendo chegar? Tenho me incomodado com a postura de algumas mães/mulheres nesses espaços coletivos virtuais que 'frequento'. Particularmente, entendo que esses espaços são valiosos, uma vez que são constituídos como mecanismos de ajuda ou auto-ajuda, como forma de compartilhar experiências, promover identificações, disseminar informações, enfim discussões capazes de auxiliar tentantes, gestantes, simpatizantes, mamães, vovós, papais, enfim, ajudar pessoas a lidarem melhor com as dificuldades e incertezas do dia-a-dia, especialmente no que concerne a chegada de uma nova vida ao mundo e a forma de conduzir seu crescimento de maneira saudável e feliz. Na minha humilde concepção, gestação, parto e criação de filhos, fazem parte de um campo muito delicado, onde todo amparo e acolhimento é bem vindo.

Mas o que eu tenho visto com frequências são espaços que, ao invés de promoverem o acolhimento (especialmente de mulheres/mães), se tornam espaços de apedrejamento, de julgamento, e assim, terminam de minar o pouco de auto-confiança que essas pessoas possuem em suas próprias capacidades. Confesso que ver mães postando suas perguntas e implorando para não ser maltratadas pela qualidade de suas dúvidas tem me chocado. E por favor, que os moderadores desses grupos não me entendam mal, muitos deles se esforçam para administrar a 'casa', muitos acolhem as dúvidas dos membros e se esforçam para administrar os conflitos. 

O que vejo muitas vezes é um grande carnaval, onde algumas mães desfilam seus sucessos e pisoteiam o suposto fracasso de outras mães. E isso envolve a mãe que é 'menas' porque fez cesárea, a mãe que é 'menas' porque não quis ou não conseguiu amamentar seu bebê, a mãe que é 'menas' porque não sabe se pode dar suco de caixinha para o bebê, enfim, um festival de julgamentos sem ao menos conhecer a história de cada um. Penso no impacto que isso pode ter sobre essas mães, que buscam o apoio das demais nas redes sociais. Na verdade, embora viciadjenha no Face, sempre questionei seu potencial gerador de angústia, visto que, na rede social o pasto do vizinho é sempre mais verde. Dificilmente você lê alguém expressando: "putz, acabei de perder o emprego", "tudo dá errado na minha vida", "meu parto não foi tão perfeito quanto a foto/vídeo editado mostra", "tenho dificuldade em amamentar", entre outros. Em contrapartida, nos esbaldamos em fotos de viagens, festas, partos perfeitos, gente bonita (maquiada e super produzida), mamães amamentando com a pega perfeita. É a revista CARAS dos "simples mortais"! Poucos são os que vão para as redes anunciar suas derrotas, promover reflexões, e quando o fazem, muitas vezes são oprimidos. Tendemos a esconder a sujeira embaixo do tapete, fato! (isso não é uma crítica à rede social, mas que apliquemos o crivo do real, não o do ideal)

Acredito que muita riqueza pode ser gerada a partir desses grupos virtuais. São espaços onde pessoas se encorajam para tirar suas dúvidas e minimizar um pouco sua ansiedade. Contudo é absurdamente frequente, após uma pergunta supostamente "estapafúrdia", seguir-se uma sucessão de respostas/comentários carregados de julgamentos (dentre alguns válidos, realmente acolhedores e esclarecedores), chacotas, quando não, algumas pessoas/mães fazem questão de pisotear o suposto fracasso alheio, exibindo seu suposto sucesso: "Noooossa, o meu fulaninho tem a idade do seu e já pesa X+X quilos, o seu só pesa X?" (resposta a uma mãe que pede ajuda por ter um filho abaixo do peso). Pasmem, ainda reforçam o sofrimento do outro! (Troféu mãe do ano aos montes) Respostas carregadas de soberba, embebidas em onipotência. Onde está a empatia materna? A sensibilidade humana? Quando pisotear foi mais importante do que estender a mão? Quando julgar o comportamento do outro foi mais importante do que oferecer informação? Recordemos Laura Gutman, quando menciona a experiência materna e um território (simbólico) onde circula uma afinidade essencial comum a toda mãe. (e oremos!). 

Isso tem me feito pensar muito, não quero ser como essas mães. Quando defendo uma causa, não significa que eu minimizo ou desvalorizo a causa do outro. Não quero ser a que (supostamente) está sempre certa. Eu erro, e muito. O que me tranquiliza é que erro tentando acertar, que eu erro com a expectativa de saber identificar meus erros e que eles me tragam algum aprendizado, e mais, que eles possam ser os pilares que sustentam os meus acertos. Que em nossa jornada compartilhada saibamos filtrar o que é útil e de fato possa nos ajudar.

Tempo de reflexões, virá amadurecimento? Espero que sim. 


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Blogagem coletiva: eu sou ativista da amamentação!


A Semana Mundial do Aleitamento Materno terminou, mas eu, defensora máxima da amamentação, acredito que esse deve ser um tema frequente nas rodas maternas. Precisamos fomentar a cultura do amamentar, disseminando informações sobre os benefícios e oferecendo todo o apoio necessários às novas (e velhas) mamães.

Entonces, sapeando pela net, encontrei o convite a blogagem coletiva do Blog do Desabafo de Mãe. Nem preciso reforçar que achei a ideia o máximo e me cocei para participar. A proposta é que as blogueiras maternas dediquem, entre os dias 10 e 20 de agosto, um post especialmente ao tema e, de cara, se coloquem como ativistas da amamentação. Me encontrei, gente!

Quem acompanha o blog, já teve oportunidade de ler o que escrevi sobre a minha experiência durante a SMAM 2013, então agora, republico meu post especialmente para a blogagem coletiva, esperando que todas as tentantes, simpatizantes, gestantes e mamães entendam o porquê, de fato, sou ativista da amamentação:


Então, hoje (quase amanhã, tendo em vista a hora, 23h00), vim aqui ocupar o espaço e dedicar um 'dedim de prosa' às futuras mamães e às mamães frescas. Vim aqui para dizer que eu entendo os medos e inseguranças de vocês. Não por ser psicóloga, mas por ser mãe.

Eu também tive medo, embora sempre tivesse acreditado que seria capaz de amamentar. Pra falar a verdade, antes da Maria Julia nascer, não me recordo de ter dúvidas se conseguiria amamentar ou não, mas penso que em algum momento a insegurança deve ter passado pela minha cabeça. Fato. Até porque brincava com minhas parceiras de trabalho enfermeiras que me ordenhariam até sair leite caso eu não o tivesse. A presença delas, especialmente da Fabi Oliveira, minha personal nurse, sempre foi tranquilizadora nesse aspecto.

Eu sempre tive uma visão bem romântica da amamentação. Eu lindona, de cabelo escovado, unhas feitas, depilada, bem vestida, descansada e sorridente, com um lindo bebê a sugar em intervalos regulares, suspiros, carícias e olhares constantes. Rá! Coitada. Eu, inocente, acreditava que seria como nas novelas ou propagandas da tv. Caí do cavalinho, do ponei, do burro, do jumento... a verdade é que muitas vezes você estará descabelada, usando um sutiã de amamentação nada sexy, sem tempo de fazer a unha ou cabelo. Estará tão cansada que esquecerá a blusa aberta até mesmo em público, usará brincos diferentes em cada orelha ou mesmo calçará sapatos trocados. Jogará Candy Crush Saga, fuçará o Facebook, internet, lerá um livro ou assistirá tv enquanto amamenta. Mas o toque, o carinho e os olhares de amor estarão presentes o tempo todo. Ainda que seja para dizer, pô filhote, dá para acelerar um pouquinho? Quem disse que não há romantismo nisso?

Antes da Maria Julia nascer eu planejei que ela mamasse na primeira hora de vida (pesquisem os benefícios). Eu também sonhei um parto normal que não aconteceu. E, mesmo tendo acordado com a pediatra que ela mamaria ainda no centro cirúrgico, caí na lorota de que a bebéia estava muito quietinha, 'pouco esperta' (Apgar 9-10, tá?), que não estava buscando o peito. Pouco esperta fui eu, que deveria ter exigido que colocassem ela junto ao peito nu...(ainda que não mamasse!)

Então, quando fui para o quarto, ainda sob o efeito da anestesia, fui informada pelo berçário que ela seria levada até mim assim que conseguisse me virar de lado para amamentar. O que aconteceu? Em um milionésimo de segundo virei de lado, sem mesmo sentir as pernas e disse que estava pronta para amamentar (brinca com mamífera pra ver, hehehe)! Então a bolotinha (3.540 g) chegou, toda de mamacãozinho rosa, e foi colocada no meu peito...tão lindo, tão emocionante, aquela pele de veludo, aquele cabelinho farto e escuro (macio, macio, macio)...então pude namorá-la, contar os dedinhos, ter nosso primeiro papo descente pós nascimento (até fiquei um tempo com ela no CC, mas sem comentário, né?)... Finalmente ela estava ali, depois de tanta espera! 

Nossa primeira vez...

Fiquei tão embebida em ocitocina amor, que não percebi que ela não fez a pega corretamente. Mais tarde, constatamos que ela encostava a língua no céu da boca e acabava fazendo um movimento mais parecido com uma mordidinha do que sucção (poderia ter sido diferente se tivesse sido apresentada ao peito no CC?).

Como assim? A coisa não é automática? Frustração... Obviamente que, na situação em que me encontrava, culpei a desnecesárea cesárea, a pediatra que não deixou ela mamar no CC e tudo mais que estava ao meu alcance. Então passamos por um treinamento intensivo de aleitamento materno ainda no hospital. Esforços concentrados em ajudar a fofinha a sugar direitinho. Mil dúvidas na cabeça, mas eu ainda acreditava que tudo daria certo. 



Após a alta, chegamos em casa confiantes. Na cabeça uma certeza: a prática leva à perfeição! Então livre demanda (LD) para a bebéia! Sempre tentando garantir que ela abocanhasse ao máximo a auréola (impossível, no meu caso se tornou um gigante biscoito Negresco), conferindo a boquinha de peixinho, fazendo o rodízio das mamas para que ela mamasse o 'fundinho', tudo lindo e perfeito, até o quarto dia... quando 'as tampas' do bico se foram. 

PQP! Vai doer assim na casa do #@4@&%$! Simplesmente o bico do seio esfolou a ponto de sair sangue. Peito mal passado. Não chegou a rachar, mas tive uma espécie de queimadura-carneviva-sanguinolenta no mamilo, sei lá que raio foi aquilo, mas a dor era dilacerante. Me lembro como se fosse hoje, minha mãe trazendo ela para mamar na madrugada e a lágrima começar a escorrer antes mesmo dela abocanhar o peito. Quando ela pegava então, eu soluçava aos prantos. Lembro que doeu muito, até mesmo quando não estava amamentando, pois o contato do sutiã com o peito era insuportável (nesse momento sucumbi à concha para proteger da dor). Nesse momento 'entendi' (só que não!) o porque de algumas mulheres não amamentarem (e me desculpem as mamães que, de fato, não puderam ou conseguiram amamentar), bem como a força da frase: amamentar é uma ato de amor. Quanto mais eu chorava, mais tinha certeza que queria fazer aquilo. Eu queria e precisava amamentar. Porque eu acredito na força do leite materno, eu acredito na força do olhar da mãe que amamenta sobre sua cria. Eu sabia que ia passar. E assim foram os próximos 5/6 dias, chorando na hora de amamentar, hidratando com o próprio leite, fazendo banho de luz, dormindo sem a parte de cima da blusa, acordando com a cama encharcada de leite. 

Então, no 10º dia, o machucado sumiu como mágica... Minha teoria é que o danado do mamilo calejou (pior que parece que forma um calo mesmo rs.). Conclusão: a pega estava errada.

Passada essa fase vieram as flores? NÃO, exatamente! Ainda que o ato de amamentar tivesse se tornado absurdamente prazeroso, um momento de troca de olhares, cheiros, toques, nutrição, amor, afeto, etc, etc, etc, as dúvidas se multiplicavam na minha cabeça: "será que tenho leite suficiente?", "será que o que eu como dá cólica no bebê?", "será que meu leite é forte o suficiente?". E mais um número incontável de questões... Neste ponto eu afirmo que, mesmo que a mulher esteja muito instruída, quando o bebê abre o berreiro, a gente questiona tudo o que sabe ou o que acha que sabe. Eu sabia que não precisa de água e dei algumas (poucas) vezes. Eu sabia que não precisava de chá, mas dei (outra poucas vezes). Eu sabia que se mamasse em LD teria todo o leite que ela precisava, mas tomei medicamento por 03 dias quando ela completou 03 meses de vida, porque achei que aquele peitinho murcho (comparado ao peito 'Pamela Anderson' do primeiro mês) não tinha leite suficiente. Eu sabia que aos poucos minha produção se ajustaria às necessidades da bebéia, e que o peito não mais 'empedraria' com facilidade. Eu sabia que não iria vazar o tempo todo, mas testava na frente do espelho para ver se esguichava (me julguem!)

Enfim, chamei amiga enfermeira, pesquisei no Dr. Google, tive todas as neuras possíveis. Ainda assim, cada momento valeu a pena. 

Ah, e daí vieram as flores... também não! Porque com o tempo, os picos de crescimento, a ansiedade de separação, dentre outros e outros motivos, as mamadas noturnas se intensificam. A demanda por mamãe mamá aumenta em muitos momentos. E uma mãe já 'cansada' (porque a maternidade implica em uma transformação absoluta), se torna ainda mais 'cansada'. Mas insistimos na LD e os períodos de maior demanda foram sendo melhor administrados pouco a pouco. Haja adaptação! E quando as noites passam a ser mais tranquilas, os dias se tornam mais puxados, literalmente, porque depois de certa idade eles puxam a blusa da gente onde quer que estejamos para garantir aquilo que lhes é de direito. Eu dou, sempre. Ou quase sempre (só se não tiver como mesmo). Ainda pago peitinho geral (me julguem de novo!). 

Cozinha experimental na escola
E hoje, após 1 ano, 7 meses e 15 dias, sinto que esse ciclo está chegando ao fim. Minha meta sempre foi pelo menos os dois primeiros anos de vida. Após esse período faremos um desmame gradual. Acho que esse será o nosso tempo, o meu e o dela (também acredito no tempo de cada dupla). E vai ter valido a pena cada minuto. Então eu me dou conta que as flores estavam ali o tempo todo. Algumas ofuscadas por seus espinhos, outras por suas folhagens densas, mas estavam ali o tempo todo. Muito romantismo no ar!

O prazer de nutri-la foi incomensuravelmente maior do que qualquer desconforto ou lágrima (agora eu tô chorando hehehe). Fui agraciada pela possibilidade de amamentar minha filha pelo tempo que sempre quis. Vencemos os 6 meses de amamentação exclusiva e seguimos com o aleitamento materno prolongado em LD até os dias atuais. 

Que todos os bebês tenham a chance de receber o melhor. Que todas as mamães tenham paciência e perseverança para oferecer o melhor.   :)

Muito leitinho para vocês!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

GBSSM* - Fraldas de pano modernas: Nós testamos!



Hoje é dia de falar de mais um item maternístico-bebeístico fofo e curioso: as fraldas de pano modernas!

Está mais para propaganda de Vanish, não?


Se a imagem acima foi a primeira que veio à sua mente, rebobine a fita e veja isto:


Fraldas de pano modernas!

O  primeiro contato que tive com essas gracinhas (sim, são ultra-fofas e lindinhas) foi durante a gravidez. Cheguei ao trabalho e havia sobre minha mesa um recorte de jornal com destaque para um artigo que tratava das implicações da fralda descartável para o meio ambiente. O mesmo artigo apresentava como alternativa as novas e modernas fraldas de pano, também consideradas fraldas ecológicas.

Achei super bacana, pra refletir mesmo (coisa que não fiz), e de cara cheguei a seguinte conclusão (obviamente prematura): G-zuis! Trabalho fora, administro a casa, marido, diarista, bebê, etecetera e tal, e ainda vou dar conta de lavar fralda de pano? (sim, euzinha! Adoro fazer eu mesma as coisinhas da bebéia, mas só as dela hahaha) Jamééééééé! Nem espaço para isso tenho, já que moro em apartamento e minha área de serviço é um ovo! (só pra vocês entenderem o quanto: no mundo automobilístico seria praticamente praticamente um smart das lavanderias). Sem contar que, enquanto o bebê está em amamentação exclusiva, o cocô é aquele amarelo mostarda radioativa (juro que testei se brilhava no escuro), onde rela gruda, onde gruda eterniza! (mesmo com aquele papo que fralda manchada não significa fralda suja, pra mim não rola). Eu queria é ver o tal desafio Vanish na fralda de mecônio (primeiros cocozinhos de cor preta do RN). Trágico, trágico! Lembro ainda de ter falado para minha colega de trabalho (que deixou o artigo sobre a mesa): poxa, fulana, você quer salvar o planeta bem na minha vez? (ah, egoísssssta!)

Mas, sempre é tempo de amadurecer... Em maio desse ano, após 1 ano e 4 meses, resolvi fazer um test drive. E, embora ofereça vários benefícios, como o de evitar assaduras (o que para nós nunca foi problema) e também as questões ecológicas, o que me motivou mesmo foi o aspecto econômico. Queria dar uma reduzida nos gastos (absurdos) com fralda descartável, utilizando a FP quando estivéssemos em casa.

Evidente que, sem noção como sou, pensei em fazê-lo justamente quando estamos nos aproximando do inverno. Mas depois relaxei, pois nasci no dia 7 de julho (megaaaa frio na época), cresci na fralda de pano e sobrevivi, minha gente! Sem contar que, adeptos já tinham me relatado que a criança não fica com sensação de molhada nessas novas fraldas.

E lá fomos nós, compramos a primeira (e única) fraldinha, super lindinha, com motivos de cupcake e um absorvente adicional de fibra de bambu (mais absorvente que o de microfibra). Total: 40,00.

Primeira fraldinha de pano da bebéia: marca babyland. Fralda POCKET all-in-one, fleece interno e pull externo, veste de 3 a 13 kgs, ajustável na cintura e nas pernas.
Acompanha 1 absorvente de 3 camadas de 100% microfibra.


Para os que não conhecem, essas fraldas são uma espécie de evolução da antiga calça plástica, com bolso interno para colocar o recheio (absorvente de tecido, fralda comum, toalhinha cortada,...). Mas, existe a opção de colocar o absorvente fora do bolso, no contato direto com o bebê, o que prolonga a utilização da fralda. Escolhemos um modelo único por fase de crescimento, que contém botões de regulagem vertical (ótimo ajuste), mas também existem opções por tamanho (RN - GG).



Absorvente de bambu (gostei bastante deste).
Alta absorção, bactericida, secagem rápida. Absorve 5x mais que o absorvente de microfibra.
É composto por 2 Camadas de carvão de bambu e 3 Camadas de Microfibra.


http://www.fraldabonita.com.br/index_htm_files/840.png
Olha que coisinha mais lindinha! (Modelos: Fralda Bonita)


http://bimg2.mlstatic.com/fraldas-de-pano-reutilizaveis-modernas-modelo-luxo_MLB-F-2865857330_072012.jpg
Muita variedade...


Eu queria essas corujinhas, muito! (Modelos: Fraldinha de Pano)



1, 2, 3, Testando: Impressões e conclusões


Quero ressaltar que relato as MINHAS impressões, a partir da MINHA experiência. Isso quer dizer que outra pessoa ou até mesmo você poderá pensar diferente de mim. O fato de não termos nos adaptado, não significa que acontecerá o mesmo com outras mamanhes, pelo contrário, conheço várias pessoas que amam fraldas de pano e não trocam por nada. Vamos lá:

- No primeiro dia, usamos das 13h às 17h, só então ela vazou. Achei um tempo super bom (não deveria vazar, mas eu deveria ter detectado que estava cheia), embora o intervalo  previsto era de até 6 horas, o que varia de bebê para bebê. Quando tirei achei que o cheiro do xixi estava bem forte, o que não acontece na fralda descartável. Mas continuamos testando e nos demais dias vazou após duas horas de uso (pouco tempo de uso, não deveria ter vazado). Constatei que, de fato, o cheirinho do xixi fica mais forte mesmo.

- No momento das trocas, achei que o absorvente estava bem encharcado (especialmente o de microfibra) e o tecido que fica em contato com a pele do bebê estava com sensação de molhado (não é o fim do mundo, mas se compararmos com a absorção da FD...). Depois descobri na internet que existe uma tal "lingueta sempre seca" (microsoft), para ser colocada entre o bebê e a fralda, deixando-o mais sequinho (não é item obrigatório).

- Atribui o rápido vazamento à lavagem incorreta do produto (minha culpa). De acordo com os sites especializados, não se deve utilizar sabão e amaciantes durante a lavagem (hein?). Sim, esse químicos ocasionam a impermeabilização da fralda, o que acarretará vazamentos. Se necessitar usar sabão, a quantidade deve ser mínima e o enxague abundante. Ai, xenty, acredito que esse foi um dos fatores que dificultou a adaptação aqui em casa. Sou daquelas que precisam ver espuminha de sabão para achar que o negócio tá limpo! Ops, acho que impermeabilizei a coitada... (mas tem como consertar)

 - Uma fralda é pouco, pouco mesmo, até para quem pretende fazer um teste. Afinal, você deve trocar o conjunto completo se optar por colocar o absorvente no bolso. Então, adquira pelo menos duas para poder brincar de revezar na fase de testes. Alguns sites falam em 9 fraldas e 20 absorventes para os iniciantes, com diversidade de modelos para testar a adaptação. Depois esse número aumenta um pouco (para quem for fazer 100% de adesão a FP)

- Não é tão prático assim... Mesmo sendo um produto tecnológico-modernoso você precisa dispor de tempo para cuidar das fraldinhas. A orientação é enxaguar bem após a retirada e ir acumulando em um baldinho, até que uma maquinada seja viável, porém, não gostei, acho que a água fica com cheirinho forte de xixi e tive a impressão que este fica impregnado na fralda (até porque não pode ensaboar e amaciar). Mas é uma questão de alucinação(?) organização e da quantidade de fraldas que usará todos os dias. Particularmente, recomendo lavar todos os dias.

- Comecei tarde (demais no meu caso, mas não é impossível). Definitivamente, esperar a criança ter 1 ano e 4 meses (quando já vislumbro o desfralde no fim do túnel) para decidir economizar não foi muito esperto de minha parte. Já estou viciada na fralda descartável, fato! Talvez se eu tivesse começado lá no início teria sido diferente, afinal ainda tenho simpatia pelas danadinhas, são tãoooo lindinhas!

- Não acho prática para passeios, no caso de troca, tem que ter onde guardar (ficam bem pesadinhas) e isolar o cheirinho. São confortáveis, embora deixe a criança com o bumbunzinho mais volumoso (o papai não gostou desse detalhe, achou estranho).

- O aspecto economia é muito significativo! Se considerarmos a utilização de cerca de 5.000 fraldas descartáveis no período de 2 anos, são pelo menos R$ 3.000,00/3.500,00 de gastos que vão, literalmente, para o lixo!

 - Pesquise sobre o assunto antes de aderir, pois a variedade de modelos, tecidos e marcas é grande. Eu comprei meio no oba-oba (mas de marca boa), sem pesquisar muito, não me adaptei, mas poderia ter insistido mais. Teve um tantão de "pregui" e desorganização que favoreceram a não adaptação. A net está recheadinha de sites que te ajudam a entender esse universo fraldístico, com muitas dicas e orientações que irão auxiliar na escolha dos melhores modelos e tecidos para seu caso. São muitas opções!

- Ainda assim, vou continuar usando a minha fraldinha quando der, mas antes preciso corrigir a caquinha da impermeabilização (hehehe).

É, agora posso dizer com conhecimento de causa que para mim não dá! Eu poderia ter insistido mais, confesso. Poderia ter delegado a lavagem, por exemplo. Mas me acomodei e decidi que não queria ter mais esse trabalho. Contudo, recomendo a experiência para todas as mamães que se interessarem. Não usem como exemplo a minha insatisfação, mas sim minhas falhas para tentarem conduzir a coisa melhor do que eu.

No Facebook tem um grupo super bacana, o fraldas de pano modernas. Embora eu não contribua, estou sempre de olho nos assuntos discutidos e vejo que realmente muitas mamães se beneficiam deste tipo de fralda. Também acho interessante o site da marca Fralda Bonita, tem várias dicas de como começar, modelos, cuidados, entre outras orientações e curiosidades (tem até uma cartilha!)

Pensando que superamos a fase de testes de fralda (agora só no próximo baby), adquiri também calcinhas de treinamento visando o desfralde, que deve ser iniciado mais para frente, ou melhor, já estamos em fase de sensibilização. Maria Julia já foi apresentada ao vaso sanitário e já possui seu redutor de assento. Todos os dias antes do banho fingimos um xixizinho de mocinha (só senta e faz "siiiiii" com a boquinha, mas não sai nada hehehe)

É isso! Até a próxima e não se esqueçam nossa promô do blog, um super sorteio para vocês! :)




quarta-feira, 26 de junho de 2013

GBSSM*: aumentando a vida útil dos bodies


Que os bodies são as roupinhas preferidas da maioria das mamães não é segredo para ninguém, certo? O conforto, funcionalidade e praticidade oferecida  por essa espécie "maiozinho" de bebê é inquestionável (pelo menos durante o período que ainda usam fraldas)

Ocorre que sua vida útil costumas ser pequena, especialmente nos dois primeiros anos de vida, quando a criança espicha igual a abobrinha. Normalmente o bebê perde porque a peça acaba ficando curta no sentido do comprimento, mas ainda serviria se tivesse um ou dois dedinhos a mais no fundinho.

Então, num determinado momento da história da civilização, um ser iluminado (que desconheço), criou a 8ª maravilha do mundo materno:  o Extensor de Body.

Ain?



Opção com 2 botões de pressão


Opção com 3 botões de pressão
Tenho certeza que muitas mamitas desconhecem essas belezinha (poucas mami-amigas conheciam!). E também nunca encontrei para comprar em Maringá (se alguém souber, por favor comente), por isso já fiz vários "fretes" prazamigas, já que só encontro loja Roda Gigante em Campo Mourão. O valor gira em torno de R$ 7,00 a unidade (ano passado), super compensa, já que prolonga, e muito, a vida útil dessas roupinhas (pode aumentar até 2  números ou mais dependendo do tamanho do extensor e do bebê).




Aqui em casa, até hoje (18 meses) usamos os bodies tamanho G com extensor, sempre por baixo de shorts ou calça (a gente não precisa expor a gambiarra na rua, né? hahaha) ou a mostra mesmo quando estamos no conforto do lar. Vivemos bem com dua unidades, um branco e um rosinha, desde que ela nasceu.


Olha aí a tchutchuquinha com 3 meses durante uma sonequinha. Detalhe: o body é Calvin Klein, sei que acabei com o "gramour", mas vocês acham que eu abriria mão dele tão rápido? hehehe

É isso, mais uma dica econômica do bloguitcho. Se não conseguir encontrar na sua cidade, penso que qualquer costureira dá conta do recado!






domingo, 9 de junho de 2013

GBSSM* - GIRANDO SOL: um achado!

Olá, mamães lavadeiras do meu Brasil!

Sim, hoje o post é dedicado às mamães que se preocupam em deixar as roupinhas dos bebéios sempre em dia, afinal, são toneladas e mais toneladas de miniaturas de roupas, fraldas e lençóis ocupando cestos, máquinas e varais nos lares habitados por essas pequenas criaturinhas.




A verdade é que toda mamis de primeira voyage se preocupa (ou deveria) em como lavar a roupinha do bebê, que tipo de produto utilizar, se pode bater na máquina, dentre outros, já que a lavagem da roupa é importante para garantir a saúde dos pequenos.



Basta dar uma googlada no assunto e você encontrará uma série de orientações a esse respeito circulando pela net. Em geral, a recomendação é que toda roupinha deve ser devidamente higienizada antes do uso, de forma a remover poeira, ácaros e fungos. E para isso, não devemos utilizar o sabão tradicional (pó ou líquido, seja adulto ou destinado ao público infantil), menos ainda os amaciantes perfumados que tanto adoramos, visto que a pele do bebê ainda é muito sensível, suscetível a irritações e alergias. O indicado é usar sabão de côco ou neutro. (Ainda lembro da reação da minha mãe quando contei que a pediatra disse para não usar amaciante: "imagina, a roupinha vai ficar fedida, aposto que na casa dela ela usa!" rs)

Bom, como sou uma pessoa ansiosa, minha mala da maternidade estava prontinha por volta das 34 semanas de gestação. Eu mesma fiz questão de fazer toda a lavagem das primeiras roupinhas, tudo na mão, nada de máquina! (também costuma ser recomendada a lavagem a mão, já que a máquina contém resíduos de produtos químicos) Foi muito legal, senti como um carinho especial, o preparo do ninho mesmo... Mas cansa pra dedéu sustentar o barrigão na beira do tanque! (Eu que acho lindo aquele varal repleto de miniaturas não tirei uma foto sequer, acreditem). Só para constar, depois de um período você constata que se o bebê nascer e não tiver roupa lavada não não vai morrer de frio, da mesma forma que a máquina de lavar é a melhor amiga de uma mulher com criança pequena. Coisas da vida... só a experiência faz isso por você!

Para a lavagem da primeira metade das roupinhas, segui a indicação de uma amiga enfermeira obstetra, que me orientou a dissolver o sabão de côco, efetuar a lavagem nessa água e depois fazer o último enxague em uma solução de água com vinagre branco (1 colher de sopa para cada litro de água). Ela ainda recomendou que todas as peças fossem passadas (preferencialmente do avesso) a ferro quente, para eliminar ácaros e bactérias. E foi assim, a roupa até ficou macia, mas sem perfume, como teria que ser.

Quando fui fazer a lavagem da segunda metade das roupinhas, outra amiga enfermeira, a Fabi, mãe de 2, me indicou um sabão líquido de glicerina (neutro) chamado Girando SOL. Ela usava nas roupas de sua filha mais velha (quase 3 anos) desde o nascimento. Mesmo tendo um leve perfume resolvi arriscar e me apaixonei após a primeira lavagem! O cheirinho é simplesmente delicioso e fixa na roupinha que é uma beleza, mesmo depois de vários enxagues. A roupa fica macia e levemente perfumada sem precisar de amaciante! Sem contar que, mesmo sendo líquido, rende muitoooooooo. (olha a economia aí, gente!)


Existe outros produtos da mesma linha Lava Roupas, mas o que uso e recomendo é esse de glicerina. A embalagem não é das mais atrativas (hehehe).


Após um período utilizando (cerca de 11 meses), o produto sumiu da prateleira do mercado onde costumo fazer compras (esse é o inconveniente, não se encontra em todos os mercados). Entretanto, dias atrás, para minha total e completa felicidade doméstica, a mesma amiga contou que encontrou no BIG em Maringá (pulos de alegria). Eu rapidamente corri até lá e garanti o estoque! O preço da embalagem de 1 litro é R$ 5,50, e R$ 8,90 a de 2 litros.

É isso, fica a dica de mais um item indispensável de nosso Guia Básico de Sobrevivência na Selva Materna. Produto testado e aprovado! Se resolver experimentar ou se tiver outra indicação, conta pra gente, põe na Roda! ;)



UPDATE: Gente, mesmo com a orientação de passar a roupa do avesso e não fiz isso não (nem pedi para que passa fazer, somente quanto tem algum aplique diferente)! Porque é muito trabalhoso esse vira-vira de roupinhas tão pequenas, sem contar que o "bicho" tem que ser muito "bão" para resistir ao calor do ferro, mesmo com a roupa do lado certo (rs). Se alguém souber mais informações a esse respeito, comenta aí!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

GBSSM*: Você conhece a "Radio Radinho"?

Olá, "pípou" GMS! (grávidas, mamães e simpatizantes)

Demorei, mas voltei. Essa semana foi bastante agitada, com muito trabalho, organização de um grande evento de Saúde Mental, Maria Julia bem resfriada, correria atrás de médico, noites sem dormir...trash! Resultado: bloguicho mega abandonadinho. :(

Hoje passei por aqui bem rapidinho (= post curtinho e prático) para perguntar: vocês já conhecem a Rádio Radinho? Não? Então, muito prazer, esse é o mais novo item do nosso Guia Básico de Sobrevivência na Selva Materna!



A Radio Radinho é uma Web Rádio, supeeeeer bem bolada, que toca musiquinhas para crianças 24 horas por dia (0 a 8 anos)! A programação é variada, com conteúdo musical de qualidade. Até os papais vão adorar ouvir, já que é recheada de muito rock, música clássica, MPB e música folclórica. 



Do amanhecer até a hora de dormir você acompanha a seguinte programação:

  • Lá vem o sol: seleção de canções para a turminha despertar e acordar feliz. (início às 6h. )
  • Vamos Lá: "o programa que te leva para todo lugar", de acordo com o locutor. Oferece dicas, agenda cultural e música para a família. (O programa acontece em três horários: 7h às 09h, 11h às 13h e 17h às 19h.)
  • Mini Mundo: é uma viagem musical pelos quatro cantos do mundo, apresentando os ritmos de outras culturas. (Das 09h às 10h e das 16h às 17h.)
  • Brazuquinha: Cultura e folclore nacional! 
  • Cineminha: conta com trilhas sonoras da sétima arte. (Das 13 às 14h e das 20h às 21h.)
  • Soneca: começa às 14h e é perfeito para o soninho depois do almoço.
  • Entra na roda: muita cantiga de roda para os pequerruchos!
  • Nana neném: começa às 21h. Tem historinhas e parece mais uma caixinha de música.(segundo o locutor, é o "maracujá da Radio Radinho"...fofo!)
  • Soninho: é o programa de ninar que promete garantir uma noite bem tranquila para a criançada.
É isso, se ainda não conhece, bora lá dar uma conferida: www.radioradinho.com.br
Aproveitem!



sábado, 18 de maio de 2013

GBSSM*: SLING, we love it!

Olá, people!
Dando seguimento a proposta do post Voltei!!!, hoje vou iniciar o tópico *Guia Básico de Sobrevivência na Selva Materna. E para essa estreia, não poderia deixar de escrever sobre a melhor descoberta que fiz durante minha gestação: o SLING!  

Alguns leitores vão perguntar: Ãhnnnn? O que é isso?

SLING é um carregador de bebês! É feito de pano, não-estruturado e ergonômico.
Antes de iniciar, acho importante ressaltar que não sou uma exímia conhecedora de slings e também não os comercializo (mas indico fornecedores conhecidos ao longo do texto). O que pretendo com esse post, é contar um pouco da nossa experiência, aprendizado e adaptações a essa prática, pela qual nos apaixonamos e recomendamos!

Nem me lembro ao certo como fiquei sabendo de sua existência ( aí o problema de escrever muito tempo depois de ocorrido o evento), só recordo de que num belo dia me falaram de uma oficina de sling na Unimed em Maringá (Semana de Incentivo ao Uso do Sling em 2011). E eu fui lá conferir qual era a desse jeito "meio de índio" de carregar bebê (hehehe), mesmo porque já imaginava que trazer o bebê assim tão coladinho ao corpo da mãe só poderia trazer benefícios para o vínculo mãe-bebê e seu desenvolvimento. 
Então eu cheguei lá na Unimed toda barrigudeeeenha e me encantei com o que vi e ouvi. A doula Marília Mercer, da Slinguru, contou tudinho sobre babywearing, aspectos de segurança do produto (como não adquirir slings com argola que possua emenda, por exemplo), os benefícios, as formas de uso, etc. 

Nem preciso dizer que Ameiiii, mal podia espera para carregar minha fofinha assim!
Quando a Maria Julia nasceu eu tinha apenas um sling. Era um modelo de argolas todo furadinho, específico para piscina/mar. Eu aproveitei para slingar a fofinha nele mesmo (até que chegassem meus slings recém adquiridos pela internet - Slinguru). No início foi estranho, ficava insegura sobre o conforto e segurança da bebéia, não rolou. Mas serviu para muitas fotos!
Maria Julia slingadinha com aproximadamente 1 mês de vida.


Será que está gostando?
No final do primeiro mês de vida os novos slings (argola e wrap) chegaram e a brincadeira começou. No início é assim, a gente testa, retesta, (re)retesta, até se adaptar a uma posição ou a um tipo de sling. Não cheguei a usar boneca no treino, mas sei que muita gente recomenda. Eu, machuda que sou, tratei logo de incluir a bebezoca na coisa. 

Particularmente, não acredito que exista um tipo melhor de sling dentre as opções disponíveis, mas sim um modelo de sling que atende melhor às necessidades de cada mamãe e bebê (e papai!) nas diferentes fases de desenvolvimento da criança. 


                            Nós e o SLING DE ARGOLA!                                                 


Confesso que demorei a me adaptar ao sling de argola. Talvez tenha sido pela má impressão gerada pelo splash (do tecido furadinho). Sua argola de plástico não me passava segurança, parecia que escorregava no contato com aquele tipo de tecido (não era algodão). Contudo, mesmo tendo comprado um modelo mais confiável e elaborado, ainda não me ajeitava com ele. Hoje, percebo que era insegurança decorrente da falta de prática. 

O sling de argola permite algumas posições como: peito a peito (vertical), deitado (para amamentação), de lado (para um bebê maior), nas costas (para um bebê maior), de frente (de costas para quem carrega e frente para o mundo). Nos primeiros 2 meses da nenê, me sentia melhor com a posição peito a peito, onde ela ficava de barriga comigo e suas perninhas ficavam em forma de sapinho dentro do sling. Algumas vezes utilizávamos com ela de frente para o mundo, posição que gostava (não adoraaaava), mas por pouco tempo, uns 20 minutinhos talvez, enquanto passeava pelo condomínio, rua, shopping, etc. Usamos com certa regularidade até os 2/3 meses, mas ainda não era o nosso sling!  Então o deixei meio de lado por um tempo, quando passei  a ter maior domínio do wrap e a utilizá-lo com maior frequência. 

Aos 3 meses, após um passeio com o papai...adormeceu!
  
Evidente que registramos a aprovação do papai!

Conforme a Maju foi crescendo, os interesses pelo mundo que a cercava foram se intensificando e por volta dos 6/7 meses tiramos o sling de argola do fundo do baú. Não sei nem explicar como aconteceu, de repente me percebi expert no modelo e não podia mais viver sem ele (hehehe)! Acredito que foi a incrível praticidade e facilidade para colocá-lo que me seduziu outra vez e me fez dar uma folga para o wrap, modelo que vinha utilizando até então. Nossa posição preferida a partir desse momento foi a de lado, que permitia uma boa visão do ambiente para a gatinha.

Recomendo esse modelo para ocasiões nas quais não vamos precisar andar muito, já que o peso se concentra em apenas um dos ombros (não nos dois como o wrap), então a sensação de cansaço chega primeiro (importante não deixar a faixa que passa sobre as costas embolada). Mas neeeeem se comprara a carregar criança nos braços! 

Com 9 meses em uma festa beneficente (dormindo gostoso!)

Slingando aos 9 meses. (Ounnnt!)


Slingada de ladinho com 1 ano e 2 meses, na cia do amiguinho Enrico e tia Angelis. Aqui já meio "descaído" porque corremos o shopping inteiro para não atrasar no cinema (rs).




                                                   WRAP SLING, uma paixão!                                             


A primeira vez que usei, ou melhor, tentei usar o wrap, achei que tinha jogado dinheiro fora. Era muito pano para enrolar, difícil de colocar o bebê (falta de prática) e eu não acreditava que seria capaz de desenvolver qualquer habilidade para aquilo. Mesmo assim a sensação de tê-la calminha, aconchegada a mim era sensacional (como ter a barrigona de volta! rs), então valia os esforços. Aplicada como sou, em menos de uma semana já havia me tornado uma ninja do wrap (hahaha). Podia até começar a amarração com a Maria Julia já no colo (level master), acreditem! Mas ainda era uma panaiada sem fim, que sempre tinha as bordas arrastadas no chão quando ia amarrar. Algumas vezes cheguei a amarrar antes de sair de casa (muito prático, chega no local e já coloca o bebê), mas me incomodava na hora de dirigir e desisti.


Com 1 mês: test drive do wrap, achei confortável, mas desajeitado para amarrar, não sabia o que fazer direito com tanto pano! (detalhe das perninhas em posição de sapinho dentro do tecido). O corpinho do bebê fica em contato direto com o da mãe neste modelo.

Com 2 meses de vida, testamos a posição deitada (ótima para amamentar hehehe) no papai também!



  Após as vacinas do segundo mês de vida... teve dor na perninha e só acalmava no sling (detalhe para a sustentação da cabecinha, o que dá total liberdade para as mãos de quem carrega)


Depois que peguei o jeitão, apaixonei! Era muitoooo confortável! O peso fica distribuído entre os dois ombros e as costas, o que permite passeios mais longos. Sem contar que é muito fácil colocar e tirar o baby depois que pega prática. Maria Julia vivia slingadinha no wrap e usávamos o de argola pouquíssimas vezes nesse período. 


                                                          Com 3 meses de vida: nosso primeiro Cinematerna!


Esse modelo permite vários tipos de amarrações e posições: peito a peito, deitado, de lado, nas costas...super versátil! Quando o pescocinho da nenê ficou bem firmezinho, fizemos algumas tentativas de colocá-la de frente para o mundo no wrap, mas não nos adaptamos.


Aos 5 meses: passeio no shopping com nosso sling de onça baphônico!

                                                    Vejam só a Melina carregando o Migs nas costas, que fofo!


Encontro das mães "slingueiras": Patrícia (que também vende slings em Maringá) com a Bia no sling de argola e Bruna com o Pedro no wrap. 


Ah,  vocês se lembram daquele primeiro sling todo furadinho? Aquele que eu falei mal lá no início? Pois é, resgatei ele quando fomos para a praia em fevereiro desse ano e a Maria Julia pôde experimentar seu primeiro banho de mar grudadinha na mamãe. Foi sensacional! Descobri o que me incomodava no modelo: de fato, como o tecido não é algodão, o contato com a argola de plástico não é muito firme e, devido ao peso, o bebê vai escorregando aos poucos. Entretanto, na água ele cumpre perfeitamente sua função, já que o bebê fica mais leve e os furinhos permitem a saída da água. Simplesmente amei!!! (não é à toa que o modelo é específico para piscina/mar, né?)


                        Em dia de mar sem onda, olha que delícia! Maria Julia curtindo seu primeiro banho de mar!


                                                                 Argola de plástico e tecido todo furadinho.





Eu vejo realmente um mundo de possibilidades no sling. Em nossa vida diária, além dos benefícios para o desenvolvimento da Maria Julia (segundo estudos científicos, só dar uma googlada no assunto!), muitas facilidades foram decorrentes do babywearing.

  1. Ganhei meus braços de volta! Gentchy, segurar bebê em um braço e sacola, bolsa e afins no outro é um malabarismo! Sem contar que algumas atividades em casa podem ser realizadas com o bebê slingado, como lavar uma loucinha, guardar uma roupa, etc. NUNCA cozinhar!)
  2. O carrinho de bebê tornou-se totalmente desnecessário em passeios mais curtos (ida ao médico, mercado, farmácia, lojas, etc), mas ficava no carro de retaguarda em eventos mais prolongados, no caso de precisar dormir e não ter aonde aconchegar (só uma mãe sabe o valor de não precisar pilotar um carrinho por calçadas esburacadas ou ficar naquele "tira e põe" do porta-malas do carro)
  3. Sair de casa se tornou um evento mais tranquilo e rápido, devido a agilidade que o sling proporciona no transporte da Maria Julia.

Exitem outros tipos de carregadores de bebês, como o Pouch Sling, Mei Tai ou o próprio canguru. O Pouch é um tecido dobrado que cria uma espécie de bolsa para o bebê, geralmente é fabricado sob medida para o corpo que irá usá-lo, mas existe modelos com regulação por velcro. O Mei Tai é uma especie de cadeira de tecido amarrado ao corpo do adulto por quatro faixas. Para quem prefere os tradicionais Cangurus (carregadores mais conhecidos), o ideal procurar por modelos que imitam cadeirinhas, ou seja, o bebê fica sentado e com as pernas saindo pela lateral. Os modelos onde as peninhas ficam penduradas para baixo não são recomendados.



Que fofura a Teka com a Bianca no pouch sling! Ela já avisou que vai receber lindos modelos para venda.


Por fim, usar sling é ainda uma diversão, pois vivenciamos as mais diversas reações das pessoas na rua,  que vão desde "ai que coisa linda, toda embrulhadinha!", "que legal, onde compro isso?" até "tadinha, não machuca?", "ai que dó, está apertada aí dentro". No início, frente a reações negativas (mais agressivas, estilo "credo, tá machucando a menina!"), eu costumava explicar, falava dos benefícios e blá, blá... mas às vezes fico impaciente (dependendo da magnitude da asneira hehehe). Dias atrás, depois de ouvir uma dessas pérolas, devolvi: "Ela está chorando? (Não) Então não deve estar doendo, porque ela é pequena e não burra, se doer chora" (plaft! hahaha


Você encontra vídeos ensinando a usar o sling Aqui. (os slings SunKepina são lindos!)

Se você é mamãe de gêmeos clique Aqui (especialmente para minha amiga Raquel).

No youtube ainda encontra vários vídeos explicativos sobre os diferentes modelos disponíveis.

É isso! Bora slingar, gentem! :D

UPDATE: esqueci de ressaltar que canguru não é sling, são carregadores estruturados. Neles o corpo do bebê não fica em contato direto com o corpo da mãe (ou quem carrega).

Esse vídeo sobre como utilizar o sling de argola é excelente (me ajudou muito!):
 http://www.youtube.com/watch?v=-E2TErmSrPY&list=PL1B0EBA07187718F3