Mostrando postagens com marcador Gestação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Renascimento do Parto (o filme)... e da esperança!




Então eu fui assistir "O Renascimento do Parto - O Filme" ontem e ainda não consegui postar nada aqui a respeito. Eu ainda estou, sei lá, em transe, em estado de contemplação, em... não sei (algo muitooo bom)  

Antes de o filme começar disse para o marido que foi junto: "quero que você assista para saber o que se passa no meu coração, para que finalmente entenda porque eu chorei tanto o parto que eu não tive".  Fomos. E a cada minuto de filme sentia que alguém no mundo me entendia, ou melhor, alguns muitos! Muitos profissionais incríveis que souberam destrinchar tudo, tudo o que eu acredito e sempre acreditei em 90 minutos de filme. Muitos casos como o meu, muitos depoimentos emocionantes. Tudo o que eu sempre soube e não conseguia nomear... foi lindo, foi especial.

E eu digo com o coração transbordando: assista! Não importa se você não quer ter filhos, se você é homem, se prefere cesárea, se acha que parto é coisa de bicho, que já teve todos os filhos que gostaria, enfim, simplesmente se dê esse presente e assista! Não perca a oportunidade de sentir a importância e a magnitude do nascimento. 

O filme não é uma disputa cesárea X parto normal. É muito, muito maior do que isso! É gigantesco, é amor, é futuro, é humanidade, é empoderamento! É informação, nossa única arma! Você, mulher, precisa conhecer a nossa realidade obstétrica, precisa estar ciente de todo tipo de violência a que está sujeita desde o início de um pré-natal até o momento do nascimento, seja via parto normal ou cesárea. E também todos os mitos que podem frustar o seu sonho. Da mesma forma, precisa entender melhor o contexto do nascimento e também as possibilidades de violência a que seu bebê está sujeito.

Você, pai, precisa estar junto, precisa apoiar sua mulher, precisa amparar a mãe do seu fillho e defender a sua escolha. Juntos são mais fortes do que o sistema.Vocês, pais, precisam se informar para então decidir e lutar para fazer valer o seu desejo, e então viver um momento lindo e transformador em toda a sua plenitude. 

Já fiz essa pergunta no blog e repito: que tipo de nascimento quer proporcionar a seu filho? Como deseja que ele chegue ao mundo? Se não tem a resposta: ASSISTA! E prepare-se para se emocionar, sentir raiva, frustração, revolta, compaixão, ternura, esperança. Prepare-se para compreender a essência da expressão "humanização do parto".

E no final marido emocionado olhou nos meus olhos e disse: “agora eu entendo e no futuro vai ser diferente”. (sem contar os inúmeros carinhos que dedicou à fofinha que dormia no meu colo durante o filme). Senti esperança, por mim, por todas nós...mulheres!

Ah, e se você é profssional de saúde tem o dever de assistir e refletir sobre sua prática.

Em Maringá/PR, o filme fica em cartaz no Cineflix Maringá Park até quinta-feira 05/09 (16h – 20h) e no Circuito Cinemas - Shopping Cidade/BIG (22h). Eu não ganho nada divulgando. Você certamente ganhará muito assistindo. 
Para saber mais acesse: http://www.orenascimentodoparto.com.br/ 





sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Enquanto o Bebê não Chega: 10 coisas para não dizer (ou fazer) às gestantes.

Alouuu, mamanhes, gestantes, tentantes e simpatizantes!


Hoje o post é dedicado a vocês!  E foi construído a muitas mãos, adoooooro!  Realmente me diverti muito com esse texto, acredito que quem está vivendo ou já viveu uma gestação vai se identificar em muitos aspectos.

Mais uma vez fui ao Face perguntar a opinião das mamães, desta vez sobre o que as mulheres grávidas odeeeeeiam que digam (ou façam) a elas durante esse período onde são inundadas por hormônios serelepes e saltitantes. Fiz um compilação das "mais mais" e claro, deixei meus comentários com pitadas de exagero para dar aquela reforçada na ideia. 







1. Passar a mão na barriga. Definitivamente barriga de grávida exerce fascínio sobre os pobres mortais (eu sou uma que adora alisar uma pancinha gravidica). E, ao contrário do que muitos pensam, NÃO, barriga de grávida não é de domínio público, então você não pode sair por aí esfregando as que encontrar pela frente. Barriga de grávida não é lâmpada mágica, embora dentro em breve, sairá um lindo geniozinho dela! É claro que nem todas se incomodam com o toque alheio (eu, por exemplo), mas há quem se incomode, e muito. Então, bora perguntar antes se a mamãe permite o toque.

2. Perguntar se está grávida (potencial gorda). Sem comentários, simplesmente não perguntar, NUNCA! Uma boa tática é dizer: "e daí, alguma novidade?"

3. Conselhos sobre a vida pós barriga. Quando estamos grávidas, é comum ouvir: "aproveite enquanto está aí na barriga", "aproveite para dormir agora", como se a chegada do bebê fosse algo negativo, que tornará sua vida pior. Ora bolas, um bebê (filhos de forma geral) dá trabalho sim, mas as maravilhas de tê-lo superam, e muito, toda a despesa (energética e financeira) que esses pequerruchos acarretam. Acredito que a quantidade de gente procriando é um bom indicativo, neam?

4. Dizer que toda grávida é linda (essa eu ri muito, de uma sinceridade nua e crua! kkkkk). Sem comentários!

5. Aplicar questionário. Comum demais! As pessoas tem curiosidade quanto a gravidez, sempre tem alguém disposto a fazer aquele paredão de fuzilamento (eu sou desse tipinho, gente, perdão!): "tá de quanto tempo?", "é menino ou menina", "já escolheu o nome?", "engordou quantos quilos?". Particularmente acho que é natural a curiosidade alheia, e a maioria das gestantes não se incomoda em responder. O problema mesmo é que você acaba por ouvir as mesmas perguntas zilhões de vezes durante o dia, todos os dias, por nove meses! Ainnnnnn....

6. Avaliar o tamanho da barriga. Nossa, essa é pracabá para toda mulher grávida. Todo mundo adora avaliar o tamanho da barriga. Enquanto que para alguns está pequena demais, para outros está grande demais. Daí você ouve: "ué, tá gravida, cadê a barriga?","nossa que barriguinha, acho que o bebê vai ser bem miudinho", "nooossa, que barrigão! São dois?". Isso é realmente muito chato! O tamanho da barriga varia de pessoa para pessoa, de acordo com a semana gestacional, quantidade de líquido, desenvolvimento do bebê, e por aí vai. Somente a medida realizada durante o pré-natal poderá dizer se o tamanho é adequado ou não, então, o negócio é se consolar, não temos visão raio-x.

7. Desestimular o parto (sim, PARTO normal, cesárea não é parto, é cirurgia). Essa eu vivi e vejo muitas amigas passando também. Você abre a boquinha para dizer que fará parto normal e ouve pérolas como: "você é louca de TENTAR parto normal?"(sim tentar, porque você deve ser uma baita incompetente para realizar algo que é NATURAL), "parto normal é para vaca, sentir dor é para bicho", "parto normal é cesárea, o resto é anormal", "essa barriga está muito baixa, não chega até o final", "essa criança já está passando do tempo", "conheço cada caso de criança que nasceu deformada (deficiente mental e outras catástrofes) por causa de PN" (mas ninguém fala do crescente número de prematuros decorrente das cesáreas eletivas, especialmente das consequências dessa prematuridade). Please, obstetrícia baseada em evidências científicas, já! 

8. Contar histórias trágicas. P-A-R-A-T-U-D-O! Por que diabos as pessoas sentem prazer em contar histórias trágicas sobre gestantes e RN quando você está grávida? Será que não se dão conta de que a gravidez por si só já é um mar de incertezas e inseguranças? 

9. Palpitar, palpitar e palpitar! Palpites chovem aos montes durante a gravidez, desde a cor do quartinho até o nome da criança. Ah, e o palpite quanto ao nome é de doer! Peloamor, nome é algo íntimo, que diz respeito apenas aos pais! Não emitir juízo de valor é de muito bom tom (a menos que tenha a opinião diretamente solicitada). É realmente muito desagradável quando ao contar o nome escolhido alguém diz não gostar ou faz algum comentário depreciativo. Chato! Chato! Ah, e mais, nome não é propriedade. Acho o óoooo quando alguém diz: ah, mas esse era o nome que escolhi para o(a) meu filho(a)! (detalhe: a pessoa não está grávida e nem sabe se um dia terá um filho). Outras: "tão novinha, já grávida?", "não quer saber o sexo, e o enxoval?", "só vai escolher o nome depois de nascer, imagina!". E no caso de um segundo filho: "já está grávida de novo? O mais velho vai sentir muito ciúmes!", "Outra menina? Que bom serão amiguinhas!" (e por acaso serão inimigos se os sexos forem opostos?), "um menino? Ah, que legal, ainda bem, agora terá um casal",  "se achava que um dava trabalho, agora você vai ver", "é louca, carregando o mais velho no colo?" (sim, gente, certamente amassará o bebê que está na barriga)

10. Gravidez não é doença. Olha, quem diz uma frase dessa nunca foi ou já foi gestante há muito tempo. Doença não é mesmo, mas é condição crônica de saúde e inspira muitos cuidados. Então, nada de exigir de gestante o mesmo desempenho, disposição, atenção e outras coisa mais. Gestante merece se mimada e atendida em suas necessidades. Gerar uma nova vida é louvável, traz um universo de transformações e em muitos momentos não é nada confortável! Então, muito carinho para com as barrigudinhas.


É isso, quem lembrar de mais alguma comenta aí! hehehe

Mais uma vez obrigada a todas as queridas amigas que deram sua contribuição. ADOREI, espero que vocês também! :D


domingo, 16 de junho de 2013

Dicas da Nutri: cuidados alimentares durante a gestação.

* por Carolina S. Battilani Nascimento
Nutricionista CRN 8/6536


Quando uma mulher está grávida deve ter um cuidado especial com sua alimentação, certo? (já tratamos do tema no post Gestação - Comer por dois, mito ou realidade?

Neste período, à medida que é necessário incrementar a ingestão de determinados alimentos, também se faz necessário evitar outros tipos, bem como redobrar a cautela no momento das compras e preparo dos alimentos. 

Confira a relação que preparamos para você passar os 9 meses de barriguinha em dia com a alimentação:


Peixes e frutos do mar




O peixe é muito importante para uma dieta saudável na gravidez. Contém ácidos graxos ômega-3, que ajudam na formação do sistema nervoso e retina do bebê.

Evite peixes e frutos do mar se estiverem crus, como ostras e sushis (o sushi pode ser ingerido se o peixe tiver sido congelado antes). Fique de olho em peixes servidos mal passados, como postas de salmão ou atum. Se preciso for, peça para o seu vir mais cozido. 

Gestantes devem evitar o consumo de cação, peixe espada, garoupa e merlin, devido ao alto índice de mercúrio presente em sua carne, que pode ser prejudicial ao desenvolvimento do sistema nervoso do bebê. Os peixes mais indicados são salmão, truta, arenque, sardinha e atum fresco.

Uma dica na hora da comprar o peixe é observar os olhos do mesmo, que devem estar transparentes e brilhantes. Quando o peixe não é fresco seus olhos ficam achatados e sem brilho. Outros pontos a serem observados são: a consistência firme do corpo (sempre pressionar o dedo sobre), guelras brilhantes e de cor vermelha clara, pele clara e sem marcas cinzentas, escamas brilhantes e firmes, presas ao corpo (não devem soltar facilmente ao passar a mão). O odor é o característico de peixe. Os frutos do mar como camarão devem ter cabeça, casca e cauda firmes ao corpo e os descascados não podem ser muito moles ou pegajosos.


Leite, queijos e frios

Evite queijos de casca branca, como brie e camembert, e queijos com fungos, como roquefort e gorgonzola. Evite ainda comprar queijos do tipo frescal (ou "minas") de procedência desconhecida (podem ser feitos com leite não-pasteurizado) e sem o registro de inspeção. Salsichas, salames e presuntos também entram na lista de cuidados. 

Evite a compra de leite “cru” (não- pasteurizado). O problema é a possível presença de uma bactéria (Listéria monocytogenes) perigosíssima que causa a Listeriose, doença que pode prejudicar o desenvolvimento do bebê ou causar aborto.

Esses alimentos só são permitidos quando embalados, rotulados, contendo o número ou carimbo do registro S.I.F (Sistema de inspeção Federal), S.I.E (Sistema de Inspeção Estadual) ou  S.I.M/POA (Sistema de Inspeção Municipal).

No momento da compra, opte sempre pelos alimentos posicionados na parte inferior dos freezeres e nunca os que ficam por cima. Avalie a consistência, odor e aparência do produto, sem esquecer-se de comprar em lugares seguros. Observar sempre a data de validade.

Carne



Evite carne bovina, frango ou porco mal passados ou crus. Carnes mal cozidas podem transportar salmonelas, E.Coli, toxoplasmose e bactérias. A precaução é para evitar bactérias que possam afetar o bebê. Cuidado também com carne previamente moída, que também deve ser embalada, rotulada e com carimbo de inspeção.

Lembre-se que todo alimento de origem animal deve conter o carimbo de Inspeção Federal, Estadual ou Municipal. Observar a data de validade.

Ovos



Ovos crus não devem ser consumidos por causa da bactéria Salmonela. Evitar massa de bolo crua, gemada, ovos fritos com gema mole, maionese e algumas sobremesas com ovos crus (mouses, por exemplo). O risco de intoxicação alimentar existe.


Bebidas alcoólicas



O consumo de álcool pode causar sérios problemas ao bebê, como síndrome fetal alcoólica (malformações de face e órgãos, problemas motores, anormalidades cerebrais, retardo mental, dificuldades de aprendizado, memorização e atenção). Os cigarros também estão proibidos.


  Café



Pesquisas ligaram o consumo de mais de 300mg de cafeína por dia ao risco de aborto espontâneo, bem como baixo peso ao nascer. Não tome mais que três xícaras de café por dia, se possível. Nem pensar em consumir as versões descafeinadas (contêm diclorometano, que é considerado cancerígeno).


Frutas e verduras


São alimentos indispensáveis por conter muitas vitaminas e minerais. Como são consumidas, na maioria das vezes, na forma crua (e, portanto, não passam por um processo térmico acima de 70°C), é importante fazer uma prévia higienização. Apenas passar em baixo da água não adianta, já que existem muitos micro-organismos presentes nesses alimentos que não conseguimos enxergar. A solução de vinagre também não é eficiente.

* Higienização de hortaliças: lavar os legumes com buchinha e folhas uma a uma. Colocar em uma recipiente com 1 colher de água sanitária para cada litro de água. Deixar de molho na solução por 15 minutos e enxaguar uma a uma novamente.



Cuidar da alimentação na gestação é o primeiro grande ato de amor para com o seu bebê. Esses cuidados vão te ajudar a aproveitar com segurança essa linda fase de sua vida. :)


Carolina S. Battilani do Nascimento é Nutricionista, Especialista em Nutrição Clínica e Funcional. Atende na CLINILIVE em Campo Mourão. Contato: (44)3017-5517. E-mail: carolbattilani_nutri@hotmail.com        

domingo, 9 de junho de 2013

GBSSM* - GIRANDO SOL: um achado!

Olá, mamães lavadeiras do meu Brasil!

Sim, hoje o post é dedicado às mamães que se preocupam em deixar as roupinhas dos bebéios sempre em dia, afinal, são toneladas e mais toneladas de miniaturas de roupas, fraldas e lençóis ocupando cestos, máquinas e varais nos lares habitados por essas pequenas criaturinhas.




A verdade é que toda mamis de primeira voyage se preocupa (ou deveria) em como lavar a roupinha do bebê, que tipo de produto utilizar, se pode bater na máquina, dentre outros, já que a lavagem da roupa é importante para garantir a saúde dos pequenos.



Basta dar uma googlada no assunto e você encontrará uma série de orientações a esse respeito circulando pela net. Em geral, a recomendação é que toda roupinha deve ser devidamente higienizada antes do uso, de forma a remover poeira, ácaros e fungos. E para isso, não devemos utilizar o sabão tradicional (pó ou líquido, seja adulto ou destinado ao público infantil), menos ainda os amaciantes perfumados que tanto adoramos, visto que a pele do bebê ainda é muito sensível, suscetível a irritações e alergias. O indicado é usar sabão de côco ou neutro. (Ainda lembro da reação da minha mãe quando contei que a pediatra disse para não usar amaciante: "imagina, a roupinha vai ficar fedida, aposto que na casa dela ela usa!" rs)

Bom, como sou uma pessoa ansiosa, minha mala da maternidade estava prontinha por volta das 34 semanas de gestação. Eu mesma fiz questão de fazer toda a lavagem das primeiras roupinhas, tudo na mão, nada de máquina! (também costuma ser recomendada a lavagem a mão, já que a máquina contém resíduos de produtos químicos) Foi muito legal, senti como um carinho especial, o preparo do ninho mesmo... Mas cansa pra dedéu sustentar o barrigão na beira do tanque! (Eu que acho lindo aquele varal repleto de miniaturas não tirei uma foto sequer, acreditem). Só para constar, depois de um período você constata que se o bebê nascer e não tiver roupa lavada não não vai morrer de frio, da mesma forma que a máquina de lavar é a melhor amiga de uma mulher com criança pequena. Coisas da vida... só a experiência faz isso por você!

Para a lavagem da primeira metade das roupinhas, segui a indicação de uma amiga enfermeira obstetra, que me orientou a dissolver o sabão de côco, efetuar a lavagem nessa água e depois fazer o último enxague em uma solução de água com vinagre branco (1 colher de sopa para cada litro de água). Ela ainda recomendou que todas as peças fossem passadas (preferencialmente do avesso) a ferro quente, para eliminar ácaros e bactérias. E foi assim, a roupa até ficou macia, mas sem perfume, como teria que ser.

Quando fui fazer a lavagem da segunda metade das roupinhas, outra amiga enfermeira, a Fabi, mãe de 2, me indicou um sabão líquido de glicerina (neutro) chamado Girando SOL. Ela usava nas roupas de sua filha mais velha (quase 3 anos) desde o nascimento. Mesmo tendo um leve perfume resolvi arriscar e me apaixonei após a primeira lavagem! O cheirinho é simplesmente delicioso e fixa na roupinha que é uma beleza, mesmo depois de vários enxagues. A roupa fica macia e levemente perfumada sem precisar de amaciante! Sem contar que, mesmo sendo líquido, rende muitoooooooo. (olha a economia aí, gente!)


Existe outros produtos da mesma linha Lava Roupas, mas o que uso e recomendo é esse de glicerina. A embalagem não é das mais atrativas (hehehe).


Após um período utilizando (cerca de 11 meses), o produto sumiu da prateleira do mercado onde costumo fazer compras (esse é o inconveniente, não se encontra em todos os mercados). Entretanto, dias atrás, para minha total e completa felicidade doméstica, a mesma amiga contou que encontrou no BIG em Maringá (pulos de alegria). Eu rapidamente corri até lá e garanti o estoque! O preço da embalagem de 1 litro é R$ 5,50, e R$ 8,90 a de 2 litros.

É isso, fica a dica de mais um item indispensável de nosso Guia Básico de Sobrevivência na Selva Materna. Produto testado e aprovado! Se resolver experimentar ou se tiver outra indicação, conta pra gente, põe na Roda! ;)



UPDATE: Gente, mesmo com a orientação de passar a roupa do avesso e não fiz isso não (nem pedi para que passa fazer, somente quanto tem algum aplique diferente)! Porque é muito trabalhoso esse vira-vira de roupinhas tão pequenas, sem contar que o "bicho" tem que ser muito "bão" para resistir ao calor do ferro, mesmo com a roupa do lado certo (rs). Se alguém souber mais informações a esse respeito, comenta aí!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dicas da Nutri: Gestação - Comer por dois, mito ou realidade?

Olá, meu povo GMS! (Gestantes, Mamães e Simpatizantes hehehe)

Conforme já tinha contado para vocês, de tempos em tempos nossa personal nutri do bloguitcho (ai que chique!), Carolina Battilani, vai falar um pouquinho sobre alimentação saudável para gestantes, mamães, bebês e crianças. 

E o primeiro DICA DA NUTRI vai para as barrigudinhas da nossa roda!



Para quem não sabe, durante a gravidez da Maria Julia fui "contemplada" com diabetes gestacional (um dia eu conto essa novela mexicana em outro post) e a Carol foi responsável pela orientação alimentar que me fez engordar apenas 6,5 kg durante os 9 meses! Menos que o esperado para uma pessoa com peso normal, mas como já engravidei bem gordeeeeenha foi o ideal e ocorreu de forma muito saudável, já que comia porções balanceadas em intervalos regulares. E olha que a Maria Julia nasceu com 3,540 kg! Estão vendo como mãe faz sacrifícios pelo bem estar dos filhos desde a barriga? Resultado: após 30 dias do nascimento estava com menos 12 kg! (mas como sou indisciplinada, comilona e apegada ao que é meu, fiz questão de resgatar cada um deles durante os outros 7 meses que fiquei em casa de licença maternidade+férias, mesmo amamentando :/). 

Mas chega de xororô e vamos ao que interessa...

DICAS DA NUTRI: Gestação - Comer por dois, mito ou realidade?

                                                                * por Carolina S. Battilani Nascimento
                                                                                  Nutricionista CRN 8/6536

Se você não era de se preocupar muito com a alimentação, agora que está gravida precisa fazer refeições mais pensadas e equilibradas. O seu bebê vai precisar do máximo de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras de boa qualidade) e micronutrientes (vitaminas e minerais) para o seu desenvolvimento intra-uterino. As grávidas costumam achar que podem à vontade (comer por dois, como diziam os antigos), mas não é bem assim. Para fornecerem os alimentos necessários à formação do bebê, precisam comer melhor, ou seja, com qualidade, o que não significa dobrar a quantidade.



O primeiro passo é limitar a quantidade de guloseimas, fast food e refrigerantes, já que estes contém muitas calorias, açúcares, fazem aumentar o peso muito rápido (deve ocorrer gradativamente) e aumentam o risco de diabetes e elevação da pressão arterial, por causa do excesso de sódio. Ademais, esses alimentos são zero em nutrientes!



O segundo passo é aumentar a ingestão de determinados Micronutrientes, como:

  • Ácido fólico: dá origem às células sanguíneas e atua na formação do tubo neural do feto, diminuindo os riscos de defeitos congênitos. Por isso, muitos obstetras recomendam aumentar o consumo do ácido fólico logo que a mulher decide ter um filho. Então capriche nos vegetais verdes escuros (rúcula, brócolis, couve, espinafre, etc.) feijão, batata, carne e cereais integrais.


  • Vitamina B12: essencial para o metabolismo do ácido fólico, no funcionamento do sistema nervoso e na produção de glóbulos vermelhos, sua falta também pode provocar anemia megaloblástica. As gestantes que consomem dieta vegetariana devem receber suplementação com orientação médica, já que suas fontes são carne vermelha, gema de ovos, leite e queijos.
  • Cálcio: está envolvido na formação de ossos e dentes do bebê. Sua falta pode prejudica também a gestante, pois o feto utilizará as reservas maternas, e consequentemente enfraquecendo seus ossos, aumentando os ricos de fraturas e dentes moles. Leite e derivados, brócolis, couve, sardinha são suas fontes.

  • Ferro: ajuda na produção de hemoglobina (proteína do sangue que ajuda a carregar oxigênio para as células do corpo) e a manutenção de um sistema imunológico saudável, uma vez que mulheres grávidas são mais susceptíveis a infecções. Sua falta pode acarretar anemia ferropriva, e como consequência cansaço e fraqueza. Como o volume sanguíneo aumenta durante a gestação, é necessário mais ferro para produzir mais hemoglobina. Para algumas gestantes, se faz necessário a suplementação, mas sob orientação médica. O ferro também é usado pelo bebê em desenvolvimento e pela placenta. Sua carência leva a um tipo de anemia que pode estar associada a partos prematuros, baixo peso do bebê ao nascer e até, em casos mais graves, óbito fetal ou infantil. A absorção do ferro da carne vermelha é muito mais eficiente do que a do ferro extraído dos vegetais verdes escuros (rúcula, brócolis, espinafre, couve), já que estes necessitam da presença de vitamina C para serem absorvidos. Mesmo assim, precisam ser adicionados a dieta. A carne vermelha, assim, é obrigatória no cardápio da gestante. Escolha cortes magros, como patinho, coxão mole ou duro, alcatra, músculo, e prefira assados, cozidos e grelhados de frituras. Importante também  evitar a ingestão de café, chás e leite logo após as refeições, pois esses alimentos atrapalham a absorção do ferro.

  • Vitamina C: já citada pela importância na absorção do ferro, evita sangramento da gengiva e parto prematuro. As fontes são acerola, goiaba, morango, manga, laranja, mamão, pimentão, espinafre, couve, limão, caju, etc.
  • Zinco: é necessário para a reprodução, crescimento e desenvolvimento, reparação tecidual e imunidade. A deficiência desse mineral está relacionada com aborto espontâneo, retardo do crescimento intra-uterino (RCIU), prematuridade e pré-eclâmpsia. As fontes são carne bovina, de aves, ovos, banana prata, espinafre, brócolis, couve, leguminosas (feijão), melado de cana e oleaginosas (castanha do Pará, amêndoas, etc.). 



Importante ressaltar que todos os nutrientes são essenciais (mesmo outros que não foram citados), então, como garantia, consuma ao dia de 3 a 4 porções de frutas, 5 porções verduras frescas e bem higienizadas (3 no almoço e 2 no jantar), 1 porção de carne magra, peixes ou ovos, 3 porções de leite e derivados, de 5 a 6 porções (ou mais podendo variar calorias na dieta) de cereais com grãos integrais. Um pouco de tudo, de tudo um pouquinho!


Os  Macronutrientes também precisam ser consumidos com qualidade:


  •  Carboidratos: também são muito importantes, pois dão a energia que o corpo necessita, mas o consumo  de carboidratos refinados (pães e arroz brancos) deve ser moderado, pois são digeridos e absorvidos rapidamente, produzindo um aumento súbito da taxa de glicose no sangue (glicemia).  Prefira arroz, macarrão, biscoitos, pães e torradas nas versões integrais, já que esses são ricos em fibras, vitaminas e minerais, e assim digeridos e absorvidos lentamente, ocasionando aumento pequeno e gradual da glicemia. Esses alimentos ajudam no funcionamento do intestino - que na gravidez fica mais preguiçoso - diminui as chances de diabetes, obesidade, melhora os enjoos, previne a hipoglicemia e controla o apetite voraz.                                          

  •  Proteínas e gorduras de boa qualidade também são importantes. A proteína é fundamental para a produção das células e dos tecidos novos da mãe e do bebê, como formação da placenta. Suas fontes são carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados, feijão, ervilhas, grão-de-bico, nozes. As gorduras de boa qualidade permite o pleno desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso do feto e estudos evidenciam prevenção de depressão pós-parto na mãe.  As fontes são salmão, sardinha, atum, linhaça, azeite de oliva, castanhas (Pará, amêndoas, etc), semente de girassol, abacate, etc. São importantíssimas, mas devem ser incluídas com moderação.

IMPORTANTE:

Não faça dietas restritivas, isso poderá prejudicar o desenvolvimento do bebê (deficiências de vitaminas, retardo do crescimento intra-uterino (RCIU), baixo peso ao nascer, entre outros problemas). O seu peso vai aumentar de qualquer jeito, em consequência do volume sanguíneo, placenta, bebê, mamas, etc., não tem como fugir, por isso a importância de ter uma alimentação equilibrada para a manutenção do peso correto e nutrição do bebê. Até 12kg para gestantes com peso ideal é esperado, mas pode variar dependendo do caso, como por exemplo, gestação gemelar ou gestantes com sobrepeso. 

Durante a gravidez, seu corpo trabalha de forma ainda mais eficiente para o desenvolvimento do bebê, tirando o máximo de energia do que você come. Por isso é aconselhável fracionar a alimentação, fazer cinco ou seis pequenas refeições, principalmente se você estiver sofrendo muito com enjoos, azia ou má digestão.

Deve-se derrubar o mito de que a gestante pode comer por dois, lembre-se da qualidade e horários. Procure um obstetra e um nutricionista para fazer um pré-natal de qualidade.

Não esqueça da água, beba em abundância para que seu intestino funcione diariamente, evitando também a desidratação. Grávida que se hidrata não tem infecções.

A atividade física é importante para o controle de peso e saúde geral da gestação, mas deve ser autorizada pelo obstetra e acompanhada por um profissional habilitado e especializado.


Exemplo de cardápio de aproximadamente 2.000 kcal

**Sugestão de Cardápio para um dia apenas, deve haver variedades e cada gestante possui  necessidades nutricionais específicas, devendo ser avaliada individualmente por nutricionista.

- Café da manhã
2 fatias de Pão integral + 1 ponta de faca de margarina
1 xícara de chá de Iogurte
- Lanche da manhã
1 unidade de Fruta ou fatia + 2 castanhas
- Almoço
6 colheres de sopa de arroz integral
1 concha de feijão 
3 pedaços de carne bovina de panela magra
Alface à vontade
Rúcula à vontade
2 colheres de sopa de abobora cabotiá
1 colher de sopa de azeite de oliva, limão e uma pitada de sal
- Lanche da tarde
1 fatia de mamão picadinho + 1 xícara de chá de iogurte + 1 colher de sopa de aveia
- Jantar
1 Sanduiche de:
2 fatias de Pão integral 12 grãos
1 colher de sopa de atum
2 fatias de queijo minas
4 rodelas de Tomate
Agrião à vontade
Rodelas de Cebola roxa

Sobremesa: 1 unidade de fruta ou fatia

- Ceia

4 biscoitos com gergelim com 1 colher de sobremesa de geleia 


Espero que tenham gostado, gravidinhas! Até a próxima!


Carolina S. Battilani do Nascimento é Nutricionista, Especialista em Nutrição Clínica e Funcional. Atende na CLINILIVE em Campo Mourão. Contato: (44)3017-5517
E-mail: carolbattilani_nutri@hotmail.com